"A cultura não pode ser um condomínio fechado."
Em 2026, a 96.ª Feira do Livro de Lisboa decidiu excluir associados históricos e dezenas de editoras independentes sob o argumento de "falta de espaço".
Entre os excluídos está a DNL Convergência, uma empresa sediada em Ansião, concelho severamente fustigado pelas recentes tempestades. Responsável por assegurar cerca de 10% de toda a programação cultural da Feira do Livro de Lisboa, a DNLC viu o seu contributo e o trabalho das editoras que representa serem, arbitrariamente, varridos do mapa do evento.
Ao excluir estas vozes, a atual direcção da APEL está a:
- ✕ Punir o interior do país: Ignorando quem descentraliza a cultura.
- ✕ Concentrar o mercado: Favorecendo o gigantismo económico.
- ✕ Empobrecer o leitor: Retirando diversidade e debate crítico.
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Documento a ser entregue à direcção da APEL, CML e Ministério da Cultura.
+40
Editoras Independentes
10%
da Agenda Cultural
Não à discriminação
das Pequenas Editoras
O Que Exigimos:
1. Transparência Total
Divulgação dos critérios de rateio e das atas que ditaram as exclusões.
2. Revisão do Espaço
Reordenamento técnico para garantir que nenhum associado fique de fora.
3. Respeito pela Coesão
Reconhecimento do papel das editoras independentes no panorama literário nacional.
Os Números da Vergonha
A Feira do Livro de Lisboa transformou-se num "condomínio fechado" para gigantes, onde o espaço é distribuído pelo peso da faturação e não pelo mérito cultural.
A Eficiência do Pequeno
Em apenas 18m² (2025):
Das entidades inquiridas sofrem restrições
- 17 Entidades sócias da APEL responderam.
- 7 Entidades foram totalmente excluídas, reduzidas ou limitadas.
O Monopólio do Parque Eduardo VII
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Grupo LeYa 39 Pavilhões | 270 Eventos |
Praça LeYa
150+ Autores
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Porto Editora | Bertrand 30 Pavilhões | 200 Eventos |
1.250 m²
60k Livros
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Penguin Random House 26 Pavilhões | 100+ Eventos |
Praça Penguin
100+ Autores
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Editorial Presença 20 Pavilhões | 70+ Eventos |
4 Chancelas
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DNL Convergência 1 Pavilhão | 250+ Eventos (2025) |
0 m² Atribuídos em 2026
Excluída
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"Enquanto a Porto Editora sozinha ocupa o equivalente a 140 stands individuais, editoras com centenas de autores e eventos são impedidas de renovar o seu espaço de 18m² por suposta 'falta de lugar'."
Mais Investimento Público, Menos Bibliodiversidade?
Enquanto dezenas de editoras independentes são afastadas por "falta de espaço", o apoio financeiro da Câmara Municipal de Lisboa à Feira do Livro subiu para 135.000€.
Reforço de Verbas
Aumento do financiamento direto de 120 mil para 135 mil euros em 2025 (Dados CML).
Expansão dos Grupos
A maioria dos grandes grupos editoriais aumentou o seu espaço.
"O apoio logístico e financeiro serve para promover a cultura na cidade. Como se explica que esse mesmo apoio coexista com a exclusão dos agentes que produzem essa mesma cultura?"
- Apoio logístico e municipal REFORÇADO
- Espaço para Grandes Grupos Económicos EXPANDIDO
- Espaço para Pequenas Editoras REDUZIDO
- Opacidade dos critérios TOTAL
Quem está connosco:
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Autores123
Editores42
Livreiros62
Designers39
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Editoras e Projetos Afetados
Estes são os selos editoriais, coletivos e projetos culturais que foram varridos do mapa da 96ª Feira do Livro de Lisboa. Uma perda irreparável para a bibliodiversidade.
Esta lista representa projetos independentes que garantem a pluralidade do mercado livreiro nacional.
Por que razão estamos a assinar?
"Uma das razões porque deixei de ir à Feira do livro de Lisboa O Monopólio de meia dúzia de grandes editoras que tentam impor um certo tipo de literatura pela goela abaixo dos Portugueses, com a convivência da APEL, na ostracização das editoras independentes que trazem sempre um olhar diferente, menos massificado e menos na moda para todos o leitores."
"Apelo à defesa da diferenca (na perspectiva de quem se manifesta de forma distinta ao mainstream) das minorias (de quem não tem a capacidade financeira das entidades mais poderosas) e exigo que quem organiza o evento, em detrimento da foco exclusivo na componente financeira, tenha o sentido e responsabilidades (e coragem!!!) cultural e social de garantir os espaços necessários para o efeito. "
"Que consigam alcançar o vosso objetivo e que continuem a trazer imensas memórias a todos os leitores!"
"Pelo pluralismo "
"Terão sempre o meu apoio para lutar contra a injustiça! Os autores portugueses merecem estar representados. Se temos stands que ocupam metade da feira com autores estrangeiros, também podemos ter stands que nos dignifiquem e representem. Força, vamos lá ganhar isso! "
"Se acontecer esta exclusão, enos dinheiro que irei gastar num evento. A médio prazo a feira definhara. "
O caso já está a ecoar na comunicação social
A exclusão das editoras independentes não passou despercebida. Jornalistas e órgãos de informação nacionais e regionais estão a acompanhar este bloqueio à bibliodiversidade.
Feira do Livro de Lisboa exclui editoras sediadas em Ansião por “falta de espaço”
Alegadamente por "falta de espaço", a APEL ( Associação Portuguesa de Escritores e Livreiros), excluiu da Feira do Livro de Lisboa, duas editoras - DNL Convergência e Divergência. As duas têm sede em Ansião,fora dos circuitos da capital portuguesa. As editoras contestam a posição da APEL e alertam para um atentado à bibliodiversidade.
Editoras independentes dizem-se excluídas da Feira do Livro de Lisboa e criticam APEL: "Está em causa a sobrevivência da bibliodiversidade"
Editoras independentes contestam o que dizem ser a exclusão da maior montra livreira do país, que acontece de 27 de maio a 14 de junho. Petição online foi lançada. Organização ainda não comentou.
Quarenta editoras independentes acusam APEL de exclusão da Feira do Livro de Lisboa e lançam petição
Uma petição contra a exclusão de 40 editoras independentes da Feira do Livro de Lisboa reuniu mais de 2.000 assinaturas em 24 horas, com os promotores a acusarem a APEL de favorecer grandes grupos editoriais e ameaçar projeto europeu.
Editoras independentes acusam APEL de exclusão da Feira do Livro e lançam petição
Editoras independentes acusam APEL de exclusão da Feira do Livro e lançam petição Petição contra exclusão de 40 editoras independentes da Feira do Livro de Lisboa reuniu mais de 2000 assinaturas em 24 horas. APEL está a favorecer os grandes grupos editoriais, acusam os promotores.
Editoras acusam APEL de exclusão da Feira do Livro e lançam petição
Entre os signatários contam-se mais de 100 profissionais do sector editorial - incluindo editores, designers, revisores e livreiros - e mais de 250 autores.
Editoras independentes acusam APEL de exclusão da Feira do Livro e lançam petição
Uma petição contra a exclusão de 40 editoras independentes da Feira do Livro de Lisboa reuniu mais de 2.000 assinaturas em 24 horas, com os promotores a acusarem a APEL de favorecer grandes grupos editoriais e ameaçar projeto europeu.
Editoras independentes acusam APEL de exclusão da Feira do Livro
A petição já conta com a adesão de editores, autores, livreiros e outros profissionais do setor, reforçando o debate sobre transparência, equidade e a importância das pequenas editoras na maior feira literária de Portugal.
Há polémica com a Feira do Livro de Lisboa!
Ainda estamos a alguns meses da próxima Feira do Livro de Lisboa, o maior evento do género em Portugal, e a polémica já se instalou à conta de (mais) um disparate da APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros).
Se gostas de “mais arroz” isto não é para ti!
O que se passa aqui explica-se em poucas palavras: está em causa é uma tentativa de transformar a Feira do Livro de Lisboa num espaço quase preferencialmente de uso exclusivo dos grandes grupos editoriais.
Independent Publishers Fight for Their Place at Lisbon Book Fair 2025
Portugal's largest literary showcase is shaping up as a battleground over cultural diversity after the Portuguese Association of Publishers and Booksellers (APEL) barred a major distributor representing 40 independent publishers from the 96th Lisbon Book Fair, sparking a petition that drew over 2,000 signatures in 24 hours and accusations that large corporate publishers are systematically squeezing smaller players out of the nation's premier literary event.
Novas atualizações
em breve
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Não fiques apenas pela assinatura. Faz com que a Direção da APEL e a Vereação da Cultura de Lisboa oiçam a tua voz agora mesmo.
Ao clicar no botão, o teu programa de email abrirá com uma mensagem pronta a enviar para os contactos estratégicos da organização e da autarquia.
O Rosto Humano da Exclusão
Nove perspetivas sobre como a "falta de espaço" está a destruir pontes culturais internacionais e a asfixiar novos projetos editoriais.
Literando Editora (Brasil)
Estefani Dias"Vários autores assumiram encargos financeiros significativos, incluindo viagens aéreas internacionais e alojamento. A decisão gera prejuízos e constrangimento reputacional."
Grupo Divergência
Arlete Gomes"Excluem a voz dos ucranianos e o acesso à sua cultura. Defendemos um projeto cofinanciado pela Europa Criativa que traz prestígio ao setor português."
In-Finita
Adriana Mayrinck"Trabalhamos na divulgação de autores de Cabo Verde, Angola e Suíça. Contribuímos não só financeiramente, mas com promoção em diversos países."
Litavitsya (Ucrânia)
Kseniia Tomasheva"Estavam previstas apresentações com autores ucranianos. Seria uma grande pena que este intercâmbio cultural não se concretizasse por suposta falta de espaço."
Mudnag Edições
D. Gandum e H. Gandum"A APEL está a cometer um grande erro em deixar de fora centenas de autores que usam estes canais para chegarem ao público com proximidade."
A Minha Vida Dava um Livro
Tiago Barreiro"A concentração progressiva de área em grandes grupos fragiliza a bibliodiversidade e empobrece o ecossistema literário nacional."
Vírgula d’Interrogação
Diana Almeida"Se nos recusam a maior montra do país, como poderemos ir ao encontro dos leitores? Como conseguiremos equilibrar contas sem essas vendas?"
Suricata Editora
Inês Silva"Esperamos que a APEL retrate a sua posição para integrar todas as editoras independentes associadas com quotas em dia."
Renato Barcelos
Autor de Regenese"As grandes editoras não dão palco a autores desconhecidos. Porque tiram o lugar às editoras que o dão?"
Este é o impacto real da exclusão.
A atual direcção da APEL não está apenas a gerir espaço; está a ditar quem tem direito a existir no mercado cultural português.
Estes são alguns dos livros que não vais encontrar na Feira se a atual direcção da APEL não corrigir a situação
A exclusão da DNL Convergência e das editoras independentes retira das mãos dos leitores estas e centenas de outras obras. Não permitas que esta bibliodiversidade seja silenciada.
+ de 40 editoras e centenas de títulos em risco de exclusão.
É editor/a e foi excluído/a ou limitado/a?
Estamos a centralizar os casos de exclusão, redução arbitrária de espaço, limitação de crescimento ou impedimento de inscrição para levar estes factos às entidades competentes e à comunicação social. Não deixe que a sua editora seja silenciada individualmente.
Esta situação não é nova: os alertas já foram dados
Desde 2025 que o setor das editoras independentes tem alertado publicamente para o bloqueio ao seu crescimento. O que acontece hoje com a DNL Convergência e outros associados é a confirmação de um problema ignorado pela atual direcção da APEL.
APEL surpreendida com queixas de editoras independentes sobre Feira do Livro de Lisboa
Várias editoras acusaram a APEL de lhes recusar há anos os pedidos de mais pavilhões, no Parque Eduardo VIII, enquanto grupos editoriais de grande dimensão e a restauração continuam a aumentar os seus espaços.
Ler Artigo CompletoFeira do Livro: editoras independentes acusam APEL de impedir o seu crescimento
No ano passado a Feira do Livro de Lisboa atingiu o limite da sua capacidade, com 350 pavilhões, número que se mantém este ano. Quem se queixa diz que há menos editoras representadas
Ler Artigo CompletoFeira do Livro: Editoras acusam APEL de impedir o seu crescimento.
"A desproporção entre editoras 'independentes' e grandes grupos editoriais é deveras evidente", diz uma das empresas afetadas
Ler Artigo CompletoEditoras independentes acusam APEL de impedir o seu crescimento na Feira do Livro de Lisboa
Várias editoras acusam a APEL de lhes recusar há anos os pedidos para terem mais pavilhões na Feira do Livro de Lisboa, enquanto grupos editoriais de grande dimensão e a restauração continuam a aumentar os seus espaços
Ler Artigo CompletoDenúncia de impedimento de crescimento na Feira do Livro de Lisboa
Várias editoras acusam a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) de lhes recusar há anos os pedidos para terem mais pavilhões na Feira do Livro de Lisboa, enquanto grupos editoriais de grande dimensão e a restauração continuam a aumentar os seus espaços
Ler Artigo CompletoFeira do Livro Lisboa. APEL surpreendida com queixas de editoras independentes
Várias editoras acusaram a APEL de lhes recusar há anos os pedidos de mais pavilhões, no Parque Eduardo VIII, enquanto grupos editoriais de grande dimensão e a restauração continuam a aumentar os seus espaços
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